Roaming da operadora, um SIM local, ou um eSIM de viagem. São essas as opções, e a maioria dos artigos de “qual é o mais barato” escolhe um vencedor citando um preço de manchete e ficando por aí. O problema é que as três opções têm preço em modelos completamente diferentes — por dia, por pacote, e por megabyte — por isso um único número de manchete não te diz quase nada até conheceres o teu próprio consumo. Este artigo faz a matemática como deve ser, com tarifas que podes verificar, e termina com uma regra que podes aplicar à tua própria viagem.
Já temos abordagens mais curtas de dois dos pares — eSIM vs roaming e eSIM vs SIM local. Esta é a versão a três com os números à vista.
A variável que toda a gente esquece: o teu consumo real
O custo por gigabyte não tem significado sem saber quantos gigabytes vais usar, e a maioria das pessoas sobrestima muito. Uma semana de mapas, mensagens, a ocasional boleia partilhada e um pouco de navegação — com o wifi do hotel e do café a preencher as lacunas — é muitas vezes 1 a 3 GB, e não os 10 GB que as pessoas compram por reflexo. Temos um guia inteiro sobre de quantos dados precisas de facto, mas a versão curta é: os três modelos de preço recompensam níveis de consumo diferentes, por isso a escolha certa depende de onde te encaixas.
- O roaming tem normalmente preço por dia: uma taxa diária fixa por muito pouco que uses. Recompensa viagens curtas com uso diário intenso e penaliza o uso leve.
- Um SIM local tem preço por pacote: uma quantidade fixa de dados à cabeça. Recompensa estadias longas num só país com uso intenso, e desperdiça tudo o que não terminares.
- Um eSIM de viagem por MB tem preço por megabyte: pagas exatamente o que usas. Recompensa o uso leve ou variável e as viagens multipaís, e nunca te cobra por dados que não tocaste.
Roaming: a matemática real
O mais simples e normalmente o mais caro. Muitas operadoras grandes vendem um passe diário de roaming na ordem aproximada dos $10 a $12 por dia (varia consoante a operadora, o plano e o destino — verifica o teu). O modelo de custo é taxa diária × número de dias, ponto final, quer uses 50 MB ou 5 GB.
Para uma viagem de 3 dias com uso diário intenso, $30–36 por uma conveniência genuína de zero configuração — o teu número continua a funcionar, nada para instalar — é um negócio defensável. Para uma viagem de duas semanas, o mesmo modelo dá $140 ou mais, e é aí que deixa de fazer sentido. O roaming pré-pago sem passe é ainda pior: historicamente conhecido por chegar a vários dólares por megabyte, o suficiente para transformar uma sincronização esquecida em segundo plano numa fatura memorável.
SIM local: a matemática real
Compra um SIM físico à chegada e tens os dados por gigabyte mais baratos na maioria dos países — um SIM turístico fica muitas vezes na faixa dos $10 a $30 por uma fatia generosa de dados. O modelo de custo é uma quantia fixa à cabeça por um pacote fixo.
O senão é tudo o que rodeia o preço. Tens de encontrar uma loja (nem sempre no aeroporto, nem sempre aberta), em muitos países registar o SIM contra o teu passaporte, navegá-lo numa língua que talvez não leias, trocar fisicamente o teu SIM de casa e não o perder de vista, e abdicar do teu número habitual enquanto estás no estrangeiro. Para um mês num só país com uso intenso, esse atrito amortiza-se ao longo de dias suficientes para valer a pena, e o SIM local muitas vezes vence claramente no custo. Para um fim de semana, vais passar mais da tua viagem a comprar o SIM do que alguma vez vais poupar.
eSIM de viagem: a matemática real — e a divisão que importa
“eSIM de viagem” esconde dois modelos de preço muito diferentes, e confundi-los é onde a maioria das comparações se engana.
eSIMs de pacote (o modelo que a maioria dos marketplaces usa) vendem-te um pacote de dados fixo com uma data de expiração — 5 GB por 15 dias e por aí adiante. Esse é o modelo do SIM local em forma digital: pagas o pacote, não o teu consumo, e os dados não usados evaporam-se quando expiram. Melhor do que um SIM local no atrito, idêntico a ele no problema do desperdício. Aprofundámos porque é que isto sobrecarrega silenciosamente os utilizadores leves no pagamento por MB explicado.
eSIMs por MB — o modelo da Roamzy — cobram exatamente os dados que usas, à tarifa local, com um saldo que não expira. Aqui estão tarifas reais atuais, que podes verificar em cada página de país:
- Espanha, Itália e a maior parte da UE: cerca de $1.43 por GB.
- Tailândia: cerca de $2.15 por GB.
- França: cerca de $0.92 por GB.
- Japão: cerca de $3.38 por GB.
- E, sinceramente, nem todo o lado é barato — o México ronda os $3.28 por GB. A tabela completa de 193 países é pública, por isso verifica o teu destino em vez de assumir.
Três viagens calculadas
Agora passa números reais pelos três modelos. Os valores de roaming e de SIM local são intervalos representativos; os valores de eSIM são matemática exata por MB.
Um fim de semana em Paris — 3 dias, uso leve, cerca de 1,2 GB. Passe diário de roaming: aproximadamente $30–36. SIM local: $15–20 mais uma hora do teu fim de semana à procura de uma loja — não vale a pena por dois dias. eSIM por MB em França: 1,2 GB × $0.92 ≈ $1.11, instalado antes de aterrares. O eSIM por MB vence em custo e em esforço, e não está perto.
Duas semanas no Japão — uso moderado, cerca de 5 GB. Roaming: ~$10/dia × 14 ≈ $140. SIM local: $25–35 por um SIM de dados turístico. eSIM por MB no Japão: 5 GB × $3.38 ≈ $17. O eSIM vence confortavelmente, e saltaste a fila no quiosque do aeroporto.
Um mês na Tailândia — uso intenso num só país, cerca de 30 GB. Esta é a honesta. O roaming a uma taxa diária é absurdo aqui ($300). Um SIM turístico tailandês local pode ficar nos $15–25 por um pacote grande ou ilimitado — para uma estadia longa, intensa, num só país, o SIM local muitas vezes vence no custo bruto. O eSIM por MB chega a 30 GB × $2.15 ≈ $65 — mais do que o SIM local, mas sem loja, sem registo de passaporte, e sem troca de SIM. Se estás a otimizar puramente por dólares e vais lá estar um mês a usar muito, compra o SIM local. Se valorizas a meia tarde e a chatice que poupas, o eSIM é o custo real mais pequeno.
E o caso que as outras duas não conseguem servir bem: uma viagem de duas semanas multipaís — digamos Espanha, Itália e França, cerca de 6 GB ao todo. Um SIM local significa comprar dois ou três deles nas fronteiras; o roaming significa duas semanas de taxas diárias. Um eSIM por MB cobra cada país à sua tarifa local à medida que cruzas — cerca de $1.43/GB na Espanha e na Itália, $0.92 na França — por algo na região dos $10–13 no total, num só saldo, sem nada para trocar. Multipaís é onde um único eSIM global deixa de ser uma conveniência e passa a ser a única opção sensata.
A regra de decisão
Podes saltar tudo o que está acima com quatro perguntas:
- Viagem curta (uns dias) e uso diário intenso, e queres zero configuração? Um passe diário de roaming está bem — estás a pagar um pequeno prémio por não fazer nada.
- Estadia longa (semanas ou mais) num só país, uso intenso, e não te importas com o atrito? Um SIM local é provavelmente o mais barato em dólares brutos.
- Uso leve ou variável, ou mais do que um país, ou só queres que funcione antes de aterrares? Um eSIM de viagem por MB vence em custo e em esforço.
- Não tens a certeza de quanto vais usar? Essa incerteza é em si a resposta — o por MB é o único modelo que não te obriga a apostar. Pagas pelo que acontece, não pelo que adivinhaste.
O padrão mais profundo: o roaming e os pacotes cobram-te ambos por dados que não usas — uma taxa diária fixa ou um pacote com margem de segurança. O por MB é o único dos três que remove inteiramente o jogo da estimativa, que é também, não por coincidência, o que faz dele o modelo sobre o qual um agente de IA consegue raciocinar em vez de apostar. Verifica o teu destino específico na lista de preços, faz a única multiplicação, e vais saber.